Sabe aquele dia que você chega na
cozinha e quer criar um prato delicioso, mas está sem ideia? Então
você pega o alho, a cebola e a salsa e acaba fazendo tempero, um
pote inteiro! E pra quê? Pra temperar uma porção de lentilha e
broto de feijão?
Bom, foi isso o que me aconteceu...
Aqui em casa um não come massa, outro não come coisas não-saudáveis
e eu to com trauma de arroz por conta de aparecerem traças num
pacote fechado! Então foi isso, na dificuldade de agradar a todos
preparei a lentilha, preparei a cenoura, o broto de feijão e fui
inventando. O temperinho ficou bastante agradável e depois fiquei me
perguntando “Quem será que teve essa ideia de colocar alho na
comida?”. Perguntei pro Tio Google e ele me respondeu prontamente
através de diversas fontes diferentes.

Ninguém sabe quando o alho surgiu, mas
acreditam que foi pela Ásia, lá na parte indiana, junto com outros
temperos. Então, o alho chegou na Europa e foi sendo disseminado
pelo resto do mundo através da colonização.
Durante muitas eras, o alho foi
utilizado como medicamento por conta de suas propriedades
anti-sépticas e bactericidas, além de reforçar a imunidade. Na
epidemia de tuberculose na Inglaterra, foi utilizado como pomada e
inalante. Nas duas Guerras Mundiais foi utilizado como
anti-inflamatório nas feridas.
Durante muito tempo, o alho foi
discriminado pela nobreza como alimento devido ao mal hálito que
propiciava, logo, se tornou um alimento do “povão”.
Culturalmente, o alho invadiu a cultura
espanhola, italiana e francesa e foi trazido para as Américas, ou
digamos a América Latina. Os Estados Unidos e o Reino Unido ainda
possuíam uma negação com esse tempero e só começaram a
considerar seu uso normal quando a culinária latina os alcançou
através da imigração.
Hoje em dia, o alho foi pesquisado e
avaliado. Os benefícios são muitos e graças à sua habilidade de
deixar as comidas deliciosas, muito mais pessoas o consomem e evitam
uma série de problemas de saúde.
O alho possui propriedades
anti-fúngicas e anti-parasitárias, ou seja, evita toda aquela série
de problemas de vermes na barriga e infecções por fungo.
Esses dentes amarelados também são
médicos do sangue, pois possuem sais minerais e vitaminas que são
eficazes à sua limpeza e oxigenação, o que significa que colaboram
contra o colesterol e favorecem a circulação sanguínea, evitando a
ocorrência de pressão alta e ataque cardíaco.
Porém, deve-se tomar cuidado com a
quantidade de consumo de alho, pois tudo em excesso faz mal. O
consumo em excesso pode trazer problemas ao fígado, ao pâncreas e à
vesícula.
Então, aquela coisinha que deixamos
queimar no começo da receita também ajuda no relaxar dos músculos,
na digestão, contribui para regular a diabetes e a controlar a
pressão sanguínea, além de prevenir uma série de doenças de
coração, virais e de bactérias.
Bom, foi uma ótima descoberta e acredito que agora as refeições com alho trarão um gostinho ainda mais refrescante! Imagina que a cada bocada é uma centena de benefícios!?
Por hoje foi essa a nossa postagem para Pegadas na Cozinha.
Espero que tenham gostado e comentem! Adoraria saber o que vocês trazem para nosso pequeno mundo aqui. O que vocês utilizam como tempero além de alho? Ou você não gosta de alho e o substitui por outros alimentos? Estou ansiosa para suas respostas!
OBS curiosa: Se você for vampiro, não consuma alho! Pode ser fatal! Na Idade Média as pessoas colocavam anéis de alho ao redor de suas portas para espantar os vampiros, que acreditavam ter fraqueza a esse alimento.

Até logo!
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